Feiras de… Arte

12 janeiro, 2012

No final de dezembro do ano passado aconteceu a Art Basel Miami Beach e conforme os resultados vimos um exemplo do fenômeno colossal que atinge o mercado de arte moderna e contemporânea no mundo.

Indo no contra-fluxo da crise econômica que assola boa parte da Europa e dos EUA, os números do mercado de arte só surpreendem positivamente marchands, galeristas e artistas. E o motivo de comemoração é que o Brasil, esta não só fazendo parte de uma economia emergente, mas também caminha a passos largos no panteão da arte internacional.

O mercado de arte ainda é um pouco tímido no Brasil e desconhecido por muitos. Para entende-lo é preciso compreender o circuito anual de feiras de arte, composto por, em média, uma dúzia de feiras significantes.

A importância delas se alterna constantemente, mas a imbatível ART Basel (Basiléia, Suíça) conserva o pioneirismo desde 1969, indo para sua 43 edição em 2012. Vale ressaltar que no ano passado a feira atraiu 65.000 visitantes. Logo atrás temos a Armory Show (NY, EUA), a FIAC (Paris, França), a ARCO (Madrid, Espanha) e a FRIEZE (Londres, Inglaterra). A ARCO, sendo a segunda mais tradicional, esta indo para o seu 31 aniversário, mas sofreu com algumas ressalvas de orçamento nas últimas edições. Do outro lado do globo, a Hong Kong ART Fair (a maior feira da Asia) também vibrou com  ótimos números e já vai para a 12 edição.

Zhang Huan, The Pace Gallery | New York Basel 2011

Alguns passos atrás temos a nossa crescente SP-ARTE, que em sua 7 edição no ano passado, contou com nada menos do que 18.000 visitantes e algumas galerias estrangeiras.

Outra novidade em solo brasileiro, o Rio de Janeiro ganhou em setembro passado a sua ART Rio no imponente píer de Mauá, a única feira com vista para o mar que arrancou elogios da organização.

Gilvan Nunes | Art Rio Fair

Embora algumas das feiras despertem controvérsias em críticos, historiadores e curadores, foi a graças a muitas delas que acompanhamos uma certa “democratização” da venda de arte para o grande público. A facilidade de reunir diversas obras em um só espaço atraiu o publico que não tem o habito de freqüentar galerias e casas de leilão, mas mesmo assim tem interesse em começar a colecionar.

Quem sabe da próxima vez que você estiver entediado de comprar frutas, queijos, livros usados ou roupas de segunda mão, você pode também pechinchar e levar pra casa obras de… arte.

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