Já faz algum tempo que deixei de escrever a tag Leitura do Mês e, depois de várias leitoras me pedirem para voltar, finalmente consegui escrever sobre o úlitmo livro que li! Essa fase de casamento, apartamento novo e úlitmo ano da faculdade está me deixando louca, hehe, e, por isso, estou com muito pouco tempo para conseguir dar uma escapada dessa correria e ter um tempo para relaxar um pouco com os livros…

Para voltar com esse quadro, trago uma história que me envolveu muito e é um verdadeiro ensinamento de superação e da importância da amizade. Já tinha lido outra obra de Javier Moro, “As Montanhas de Buda”, que eu também tinha amado! Ao narrar a historia verídica de duas monjas tibetanas, o autor nos dá uma aula sobre o budismo… Super recomendo!

Voltando ao livro desse mês, o “Pé de Jaipur”, o autor estrutura seu romance a partir de uma historia real, em que tudo começa com um jovem que, após um acidente grave, se torna tetraplégico. É impressionante como de uma hora para a outra a vida pode mudar completamente, nos tornando totalmente dependentes dos outros. Apesar de todos os diagnósticos pessimistas dos médicos, Christophe, de apenas 20 anos, consegue nos mostrar que a força de vontade nos move e pode, em momentos como esse, nos manter vivos. Ele transforma a mais simples conquista, como conseguir mexer um ombro, em um milagre e motivo de comemoração. Percebemos que as coisas mais simples passam a ser extremamente valorizadas quando alguém passa por uma dificuldade como essa.

Me via, ao longo do livro, dentro do drama pessoal do protagonista, sendo que torci e me emocionei com as vitórias de Christophe. O livro também me fez refletir de como nossos problemas do dia a dia são, muitas vezes, insignificantes e como é importante buscar enxergar a vida a partir de outras perspectivas. Além da história de Christophe, o autor também nos apresenta a vida do cambojano Song Tak, companheiro de quarto de Christophe. É muito interessante ver como um problema pode apresentar proporções totalmente diferentes para indivíduos de distintas culturas, crenças ou nacionalidades.

Não quero me estender muito aqui, mas acho que esse livro é uma lição de vida. A vontade de viver e a força de superação de Christophe nos mostra que podemos reagir a uma tragédia de uma forma mais positiva.

Quero saber, alguém já leu?

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6 Comentário:Leitura do mês | O Pé de Jaipur

  1. Ana Paula Lou

    Eu ainda não li, mas adorei a história! Mas, confesso que fiquei com muita vontade de ler primeiro “As Montanhas de Buda” 😉

    Tem um autor uruguaio que eu amo, chamado Mario Benedetti, você conhece? Tem um livro dele chamado “A Trégua” e ele é escrito em forma de diário (perfeito para essa fase em que você está com a cabeça a mil por hora) e conta a história de um homem mais velho, que se apaixona aos poucos por sua funcionária, e ela se torna a melhor coisa da vida dele.

    Nem é um romance óbvio e tem um desfecho surpreendente. Nada clichê! Super recomendo <3

    Beijos montes,

    Ana Paula Lou

    • Itamar

      Ana Paula, vc tem como postar o livro “A trégua”, de Mário Benedetti? Grato

  2. Camila

    Bruna, acabei de ler um livro chamado A Culpa é das Estrelas do John Green, é lindo! Dá uma olhada e se te chamar a atenção lê tb! Eu devoro livros, li ele em um dia, simplesmente não consegui parar… Bjs

  3. Rosa

    Bru,

    Namoro um paraplégico, e o irmão dele é tetraplégico.
    Meu namoro sofreu um acidente bem bobo, foi um festa a fantasia, tropeçou na capa da fantasia e caiu. A queda resultou em traumatismo craniano e ele ficou meses em coma, mas sobreviveu e ficou com esta sequela, depois que ele saiu do coma, o irmão sofre acidente de carro e está nesta situação.

    È por isso, que sempre digo, a coisa mais importante da nossa vida é a nossa saúde, infelizmente não damos muito valor.

    Devemos agradecer a cada dia, e sermos felizes, fazer o bem, sorrir , enfim, viver…..

    Vou ler o livro….

    Beijos,
    Rosa

  4. Thaís Machado

    Oi Bru! Amo livros, mas ultimamente também não estou tento muito tempo para ler. Amei a história desse e fiquei com muita vontade de ler. Obrigada pela dica.
    Super beijo.

  5. Beatriz Schulz

    Olá, Bruna,

    Li o livro e, como você, fiquei encantada com o exemplo de superação e esperança do Chris, Song e dos outros personagens que passaram por situações semelhantes ou até piores.

    Fiquei curiosa em saber quais partes da história/personagens foram reais.

    Esse livro me fez lembrar de “Os demônios de Henry”, de Patrick Cockburn & Henry Cockburn. Henry começou a sofrer de esquizofrenia na adolescência e sua história e de sua família são relatadas por seu pai (jornalista premiado) e pelo próprio Henry, achei muito interessante o livro.

    Um abraço,
    Beatriz

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