Parvovirose é uma doença viral altamente contagiosa e grave, que pode afetar cães de todas as idades, mas a maioria dos casos ocorre em filhotes de 6 a 20 semanas de idade. O vírus ataca células de rápido crescimento, principalmente as do trato gastrointestinal, levando a graves lesões com perda de líquido e sangue. Por conta disso, os sintomas mais comuns desta doença envolvem vômito e diarréia com muito sangue e muco. Além disso, o animal fica bem prostrado, com muita dor abdominal, pode ter febre e para de comer e de beber água.

A parvovirose é extremamente contagiosa entre os cães (mas não ao homem) e pode ser facilmente transmitida por qualquer pessoa, animal ou objeto (como sola de sapato, roupa, cobertor, caminha, vasilhas de água e comida) que teve contato com as fezes de cães infectados. O vírus é altamente resistente, podendo permanecer até meses no ambiente.

O diagnóstico da doença é feito a partir dos sinais clínicos e dos exames laboratoriais, entre eles hemograma e perfil bioquímico, que são importantes para mostrar se o animal tem anemia, como estão suas células de defesa e principalmente se há algum distúrbio eletrolítico frente aos intensos episódios de vômito e diarréia. Temos ainda disponível exames chamados PCR e ELISA, que identificam o vírus ou alguma proteína dele.

Inevitavelmente animais infectados com este vírus requerem tratamento intensivo, internados no hospital. Infelizmente não existe um medicamento que mata o vírus. O foco do tratamento é então corrigir todas as lesões que esta doença causa, com medicamentos contra náusea e vômito, protetores gástricos, antibióticos e principalmente soro. Hidratação é fundamental. A partir do momento que os sintomas são controlados, o animal volta a comer e a defesa de seu organismo fica mais forte para conseguir eliminar a infecção. Existem situações que mesmo com todo o suporte necessário sendo promovido não temos sucesso e o animal vem à óbito.

A vacinação ainda é a melhor forma de controle e prevenção da doença. Durante as primeiras semanas de vida, os filhotes são protegidos por altos níveis de anticorpos maternos. Por volta da segunda à quarta semana de vida, estes níveis caem e os animais ficam mais susceptíveis à infecção. Por isso é muito importante promover o isolamento dos filhotes desde esta fase até todas as aplicações de vacina. É importante lembrar que a vacinação reduz a chance do animal pegar a doença, mas não pode prevenir 100% dos casos. Vacinar seu animal numa clínica veterinária é uma outra forma simples de se garantir uma maior eficácia da mesma.

A desinfecção do ambiente também um ponto importante. O vírus é resistente à maioria dos desinfetantes comuns. Desinfetantes à base de amônia quaternária são mais efetivos nesta função.

por Dra. Andrea Chemin

Parvovirose

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2 Comentário:Parvovirose | O que é?

  1. Jussara Santos

    Esse post foi ótimo!!!!! Prevenção é a solução!!!!

  2. Mariana

    Bru,

    Adquiri um filhote e irei levá-lo para casa com 45-50 dias de vida, deste modo o filhote estará somente com uma dose da vacina e a segunda e terceira dose serão feitas sob meus cuidados no tempo adequado. Estou muito preocupada quanto às doenças infecciosas como a parvovirose e a sinomose, minha cidade possui muitos cães infectados e por este motivo o meu medo.
    Gostaria de saber a sua opinião, acha que corro muito risco?
    Irei mante-la isolada em casa porém possuo mais um cachorro, uma poodle de 14 anos vacinada.
    Tomando todos os cuidados como o isolamento e limpeza adequada dos ambientes onde o filhote irá permanecer estarei correndo muito risco quanto a parvovirose? ou outras doenças infecciosas?

    Desde já agradeço a sua atenção.

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