Saiba o que é: Psoríase

21 fevereiro, 2013

Talvez você já tenha visto alguém com psoríase e pensado: Qual é este problema de pele? Será que é contagioso? Tem cura? Ou talvez conheça até conheça alguém com ela.

A psoríase é uma doença inflamatória da pele que deixa lesões avermelhadas em placas, que descamam e localizam-se principalmente nos cotovelos e joelhos, mas podem acometer outras áreas. Em casos extremos as lesões disseminam-se para todo o corpo. É comum associação com alterações nas unhas e no couro cabeludo, semelhante à dermatite seborreica (“caspa”).

É bem mais frequente em pessoas com a pele clara, de ascendência europeia – nessas populações a prevalência chega a 3%. E mais rara nos negros, latinos e asiáticos. Os sintomas começam na adolescência ou em adultos jovens, e raramente na infância. Há um importante componente genético envolvido, filhos de pais com psoríase tem maior chance de desenvolver a doença. Os principais fatores desencadeantes para quem já tem a predisposição são machucados, infecções, medicamentos (anti inflamatórios), tabagismo e uso de álcool.

Ao contrário do que muitos pensam, a psoríase não é transmissível.

É uma doença crônica que até o momento não tem resolução completa, mas há controle. As principais medicações são cremes que auxiliam na descamação (queratolíticos) e corticoides. A fototerapia (tratamento com luzes específicas) também são eficazes. Em casos mais graves, medicações que modulam a imunidade do paciente podem ser necessárias. Recentemente surgiram os tratamentos com imunobiológicos, que são uma boa alternativa para casos selecionados.

por Dr. Nuno Osório e Dra. Camila Seque

Saiba o que é- Psoríase

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26 Comentário:Saiba o que é: Psoríase

  1. Cristiane Graminha

    Olá Bruna, tudo bem?

    Achei muito legal esse post! É importante esclarecer para a população que essas lesões não são contagiosas. Tenho bastante contato com indivíduos com psoríase (sou fisioterapeuta), e alguns podem apresentar artrite (inflamação nas articulações). Os pacientes se queixam muito de preconceito, principalmente quando as lesões estão na fase descamativa com pior aspecto.

    Beijos Bru!

    Estou amando o seu blog!

    • Bru Pacífico

      Oi Cristiane,
      Que bom que gostou do post!!
      Obrigada
      Beijos
      Bru

  2. Marina

    Querida Bruna,

    Sou seguidora do blog a alguns meses e fiquei muito feliz em ver esse tema abordado hoje. Tenho 21 anos e ontem mesmo fui diagnosticada com psoríase (apesar de já desconfiar) e disse ao médico que me sentia mais incomodada com a reação das pessoas do que com com o próprio desconforto da doença. Muitas ficam com nojo e com medo de ‘pegar’ a psoríase. Ao receber a notícia confesso ter ficado bem mais aliviada, por poder dar certeza do que era e iniciar medidas de tratamento mais eficazes, pois embora não tem cura há remédios que podem nos aliviar do prurido, por exemplo. Adoro o seu blog e também compartilho com vc a alegria de ter um York em casa, que faz a vida da gente muito mais feliz! Um beijo pra vc e o Toddynho manda um pra Frida rsrsrs…

    • Bru Pacífico

      Oi Marina,
      É muito bom ver leitoras como você compartilhando suas experiências em relação as doenças. Fico feliz de saber que eu, junto com meus colunistas queridos Dr. Nuno e Dr. Camila, conseguimos orientar vocês de alguma forma!
      Obrigada pelo carinho
      Beijos para você e para o Toddynho

  3. Fabricia Generozo

    com o post deu pra perceber ,que isso é mas comum do que
    imaginamos, o preconceito existe mas quanto mais iniciativas de
    informação,mais esclarecedor se torna!! valeu Bru!!bj

    • Bru Pacífico

      Que bom que gostou Fabricia!
      Obrigada
      Beijos
      Bru

  4. Fe

    Concordo com as meninas que comentaram acima, esse post é
    fundamental para acabar com esse preconceito que além de feio e
    desnecessário não tem fundamentos. Também gostei de saber mais
    sobre a doença, pois isso nos faz ficar mais atentas aos sinais!
    Beijos Fe. Para dicas e novidades:
    http://www.fesparkle.blogspot.com

  5. oi, tá dando erro nesse texto … tem uns ? no lugar de
    algumas (várias letras) … :/

    • Bru Pacífico

      Que estranho Cá, vou ver o que pode ser. Para mim está normal.
      Obrigada por avisar!
      Beijos
      Bru

  6. Priscila Aline

    Oi, Bruna!!
    Adoro seu blog e amei este post pois tenho uma filha de 9 anos que foi diagnosticada com a psoríase a 1 mês em dois dedinhos das mãos, dois nos pés e também na sola de um dos pés, felizmente estamos fazendo o tratamento e tem melhorado bastante!!!
    Gosto demais dos temas que você aborda no blog sempre nos ajuda muito!!! beijinhos

    • Bru Pacífico

      Oi Priscila,
      Que bom que o tratamento da sua filha está funcionando!
      Obrigada pelo carinho
      Beijos
      Bru

  7. Carla Antoni | Um Doce Dia

    Nossa, que medo disso!! A aparência é bem feia! Não sabia
    que poderia ser uma doença, achava que todos que tinham os
    cotovelos ressecados era por falta de cuidado, mas isso é bem mais
    grave! :*** http://www.umdocedia.com.br

    • Bru Pacífico

      Oi Carla,
      Por isso acho importante falarmos de todos os tipos de doenças de pele aqui no blog.
      Beijos
      Bru

      • Patricia

        Obrigada por divulgar isso Bru, sou portadora de psoriase há 8 anos. Há 8 anos as pessoas acham que a minha pele tem essa aparência por que eu não hidrato a pele… Como é uma doença emocional, não adianta apenas cuidar da pele, mas também da mente. Recomendo quem tem essa doença, a fazer terapia, e evitar grandes estresses. Beijo e parabéns pelo blog!

  8. Nádia

    Oi Bru!!! Legal essa matéria a respeito da psoríase, pois
    eu tenho e sei bem como é, principalmente quando ela “ataca” e
    pessoas olham assustadas para as lesões. Alguns médicos me disseram
    que o fator emocional também ajuda, pois ela fica bem pior em
    épocas em que estamos mais estressados. Tive uma crise muito forte
    nos dois cotovelos, coçava muito, chegava a sangrar. Aí reparei que
    quando eu passava hidratante nos braços a coceira diminuía. Comecei
    a passar Bepantol e a melhora foi gigantesca. Vale lembrar que não
    há cura, mas dá para conviver melhor com a psoríase quando
    descobrimos tratamentos alternativos… Beijo grande!!!

    • Bru Pacífico

      Oi Nádia,
      Imagino como deve ser incomoda essa coceira. Que bom que você encontrou uma maneira de aliviá-la.
      Obrigada
      Beijos
      Bru

  9. Juliana

    Que bom você tocar neste assunto pois a ignorância das pessoas leva a muito preconceito. Tenho psoríase desde os 7 anos e os médicos sempre tratavam como micose, somente há 3 anos atrás quando estava com 31 anos é que achei um médico que conseguiu controlar a doença com medicamentos biológicos. Como a Cristiane Graminha disse a psoríase pode ocasionar artrite e no meu caso fui premiada com esta doença também.
    Aconselho as pessoas a procurarem sempre um especialista, meu médico é muito bom nesta área e se interessar a alguém o contato dele, aí vai : Dr. Cid Sabbag 3288-3607.

    • Bru Pacífico

      Oi Juliana,
      Que bom que gostou do post, acho super importante falarmos de todas as doenças por aqui!
      Obrigada
      Beijos
      Bru

  10. Marília

    Oi Bru! Adorei o post, pois é muito raro informações para a população sobre isso..
    Tenho psoríase e realmente as pessoas são muito desinformadas sobre isso.
    Hoje tenho 23 anos e fui diagnosticada aos 11 anos. Isso só depois de passar por mais de cinco médicos, todos diziam basicamente sempre a mesma coisa, que era caspa de maneira crônica (pois na época só surgiram as feridinhas na cabeça). Mas como as medicações nunca funcionavam, continuava trocando de médico. Até que depois de passar por muitos, finalmente um logo de cara me diagnosticou corretamente. Por isso acho que muitas pessoas que podem ter a doença ainda não têm o diagnóstico correto. Diferente do post, minhas feridas eram raras aparecerem nos joelhos e cotovelos.. e sim no couro cabeludo, orelhas.. em uma crise maior que aconteceu apenas uma vez surgiram na barriga e coxas, foi bem difícil, porque após o uso do corticóide as feridas cicatrizam e tiram a pigmentação da pele, e demora muito a conseguir pigmentar de novo (me mantenho sempre com um bronzeado saudável).
    Meus pais não têm psoríase, e a ligação mais próxima que tenho com a Europa é meu bisavô paterno. Por isso os médicos sempre justificam que se liga a fatores emocionais.. mesmo a doença tendo “surgido” em mim quando eu era uma criança, tinha zero preocupações e problemas emocionais.. Por isso acho bem difícil saber realmente quais os fatores que desencadearam a doença na pessoa. Hoje ela é totalmente controlada em mim, não tenho mais nenhuma lesão, e quando raramente aparece alguma bem pequena, a solução perfeita são todos os medicamentos com propionato de clobetazol (tem loção, pomada, shampoo), e Daivobet. São perfeitos, solucionam em uma noite!
    Todos os seus posts são sempre muito úteis! Você é uma fofa!
    beijos

  11. Marília

    Oi Bruna! Adorei o post, pois é muito raro informações para a população sobre isso..
    Tenho psoríase e realmente as pessoas são muito desinformadas sobre isso.
    Hoje tenho 23 anos e fui diagnosticada aos 11 anos. Isso só depois de passar por mais de cinco médicos, todos diziam basicamente sempre a mesma coisa, que era caspa de maneira crônica (pois na época só surgiram as feridinhas na cabeça). Mas como as medicações nunca funcionavam, continuava trocando de médico. Até que depois de passar por muitos, finalmente um logo de cara me diagnosticou corretamente. Por isso acho que muitas pessoas que podem ter a doença ainda não têm o diagnóstico correto. Diferente do post, minhas feridas eram raras aparecerem nos joelhos e cotovelos.. e sim no couro cabeludo, orelhas.. em uma crise maior que aconteceu apenas uma vez surgiram na barriga e coxas, foi bem difícil, porque após o uso do corticóide as feridas cicatrizam e tiram a pigmentação da pele, e demora muito a conseguir pigmentar de novo (me mantenho sempre com um bronzeado saudável).
    Meus pais não têm psoríase, e a ligação mais próxima que tenho com a Europa é meu bisavô paterno. Por isso os médicos sempre justificam que se liga a fatores emocionais.. mesmo a doença tendo “surgido” em mim quando eu era uma criança, tinha zero preocupações e problemas emocionais.. Por isso acho bem difícil saber realmente quais os fatores que desencadearam a doença na pessoa. Hoje ela é totalmente controlada em mim, não tenho mais nenhuma lesão, e quando raramente aparece alguma bem pequena, a solução perfeita são todos os medicamentos com propionato de clobetazol (tem loção, pomada, shampoo), e Daivobet. São perfeitos, solucionam em uma noite!
    Todos os seus posts são sempre muito úteis! Você é uma fofa!
    beijoss

    • Bru Pacífico

      Oi Marília,
      Adoro comentários de leitoras que contam um pouco de suas experiências…
      Que bom que você consegue controlar a doença com medicamentos!
      Obrigada pelo carinho!
      Beijos
      Bru

  12. Achei muito interessante o assunto. Realmente a maioria das pessoas desconhecem a doença. Eu fui diagnosticada com 30 anos. A mha tia também tem. Acredito no fator hereditariedade e no fator emocional como agravante. Percebo que qdo passo por um período estressante, as feriadinhas aparecem. No meu caso, no couro cabeludo, orelha e as vezes na barriga, pernas… Por sorte são bem pequenas, passo a pomada daivobet e a melhora é rápida.
    Acho que além do tratamento alopático, é bom cuidar do emocional!!!
    Parabéns pelo blog e pela diversividade de assuntos, as dicas de beleza, make e sua causa pelos animais!!!
    Eu tenho um shitsu 🙂
    Bjs

    • Bru Pacífico

      Oi Sá,
      Que bom saber que gostou do post e que você consegue controlar a doença com medicamentos.
      Obrigada pelo carinho!
      Beijos
      Bru

  13. Ricky

    Olá Bru e turma do blog. Tenho psoríase há quase 6 anos, diagnóstico confirmado com biópsia de uma amostra da pele. Agora próximo ao inverno que ela aparece para valer! Meus dedos ficam cortados e com princípio de sangramento. Uso caixas de Bandaid nessa época e meus pais não tem a doença mas faço parte do “grupo de risco” descendente de europeu.
    Já tentei várias pomadas a base de corticoide, a que deu certo no início mas o corpo acostumou e perdeu o efeito foi a Psorex (Clobetasol) e em seguida me indicaram Daivobet e Daivonex (na ocasião estava beirando os R$ 100, muito caro!). Atualmente uso o Bepantol e realmente está me ajudando e amenizando o problema. Melhoras para todos!

    • ANA AMELIA LOBO

      Olá,
      Gostei muito ler as experiencias de vcs e queria dizer que é muito difícil quando estou em crise…
      Tivemos uma perda muito grande em nossa família, uma sobrinha morreu de câncer aos 26 anos, meu emocional ficou abalado e só agora estão cicatrizando as lesões, o pior de tudo realmente é a pigmentação,volta mais rápido qdo estou bronzeada, mas deveria haver outra forma mais rápida, a questão da auto estima, a falta de informação das pessoas faz com que eu portadora da doença, fique mais ansiosa para ver o resultado, o que acaba me prejudicando ainda mais…

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